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![]() Os internamentos nos hospitais públicos, actualmente gratuitos, vão passar a custar até cinco euros por dia (Público) Esta medida é de uma pertinência estonteante. É escandalosa a falta de moderação que a escumalha tem na hora de adoecer. Não bastando estarem doentes, ainda se lembram de adoecerem a ponto de ficar internados? É inadmissível. É preciso educar esta massa de moribundos amarelados que só serve para encher hospitais. Este povão ordinário e relaxado que enche as camas de hospitais tem que perceber que só porque foi operada não tem direito a estar de borla a gozar da rica vida de hospital só porque um médico qualquer decide que não podem ir já para casa. E, meu Deus!, o que se goza nos hospitais. Aquilo é que é boa vida. Ainda me lembro de mim, rapaz humilde e apendicítico, a ter que pernoitar nas luxuosas enfermarias do Hospital de Sª Maria e a ficar deslumbrado com tamanha sumptuosidade. A classe daquele local fazia-se notar nos detalhes mais elegantes. Por exemplo, na enfermaria havia um lavatório cujas torneiras eram aparentemente iguais. Não conseguia distinguir a torneira de água quente da de água fria, até que percebi: a de água quente era a que tinha as baratas agarradas ao cano. Uma curiosa e inovadora sinalética alternativa ao já estafado vermelho/azul. Mas este magnífico local (que goza já entre os jovens de tanta popularidade como as Pousadas de Juventude), além de fomentar este salutar contacto com a vida animal, também permite experiências radicais para os mais ousados. Eu, por exemplo, quando perguntei onde é que podia tomar banho, indicaram-me o cubículo de onde acabara de sair um doente com hepatite. Confesso: tentei estender a minha estadia o mais que pude (era à borla, não havia de querer continuar no bem bom?), fingindo dores lancinantes e tentando inspirar comiseração com umas agonizadas sobrancelhas. Nada. O médico já devia estar habituado a isto porque foi um rochedo insensível à minha súplica. Correu mal. Não tive a sorte que tiveram as pessoas que vi quando tive a fatídica alta, jazendo em macas encostadas à parede de um corredor. De certeza que já ninguém se lembrava deles. Há malta com sorte.
[ letras torcadas]: Dizia a minha avó que os maus hábitos põem-se e tiram-se! E isto de os contribuíntes esperarem contrapartidas proporcionais, desculpem-me mas tem de acabar. Os excelentes serviços de saúde que temos tido até aqui, tinham de ter fim! São maus hábitos que têm de ser corrigidos. Somos cidadãos conscientes (ou será "cidadões"?! Humm um candidato à presidência da Câmara de Lisboa e que até escreve livros, escreve certamente melhor que eu!), :P) e sabemos que temos de participar nas despesas dos nossos dirigentes, que no esforço desmedido de desenvolver o nosso país se esforçam ao ponto de utilizar tanto do seu precioso tempo ao telemóvel! Há que ser compreensivo!
[ Sandrinha]: "Não bastando estarem doentes, ainda se lembram de adoecerem a ponto de ficar internados? É inadmissível."
Extraordinário!!
[ ]: Hello?
Is this thing on? ;p Reineta, e a segurança do Stª Maria? Vale, no máximo 5€, digo eu!... Qualquer badameco de bata lá entra sem qq problema. Olha se me dá pra pisar o teu tubo do soro? É que arranjava a bonita. Por esta altura tinhas um blog chamado "era pra ser um mundo mágico se o cromo do Starking não me tivesse provocado lesões irre«verssíveis ao nível do organismo".
[ Calvin]: De certeza que não foste tu que me operaste, Starking? É que o operador de serviço provocou-me danos irreversíveis ao nível da costura... :o)
[ jakim]: Iço hé mêmo verdade? Hé queu já tinha pugramado um plano dóprassões pra 2007 que se tudo curresse bãe tinha caminha e rôpa lavada pró ano todo. Tão-ma tramar. Tou haver qué açim queles se querãe acabar cas listras dexpera. Razão tinhó Perufeçor cuando diçe ca selussão era deichálos murrer.
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