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[Do som mais sujíssimo que anda aí] 
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Autoria
 
    Calvin
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Contribuições
 
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    Homem Estupendo
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    Hobbes
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Estampilhagem

 

 (7)



Iniciei-me hoje no fascinante mundo dos créditos bancários ao tornar-me finalmente num feliz proprietário de uma aconchegante dívida bancária. Foi transferida a quantia solicitada para a conta da imobiliária e simultaneamente foi-me debitado o Imposto de Selo.

Admito que este imposto não me era desconhecido. Já o tinha visto por aí, mas nunca me tinha aparecido senão na forma de poucas dezenas de cêntimos. Até hoje. Hoje, o rapaz fez-se homem e arrombou-me o saldo.

Este assalto legal fez-me pensar no que raio será afinal o Imposto de Selo, qual a lógica deste imposto. Afinal, que diabo! O Imposto de Selo não pode ser apenas um imposto que existe apenas porque sim! (Pausa para as vossas gargalhadas.)

Meia dúzia de pesquisas no Google depois e percebi logo tudo. A função do Imposto de Selo é ser pago. Aparentemente não serve para mais nada. O que acaba por ir de encontro ao conceito que formei hoje deste imposto: uma maneira de ficar 5,00€ por cada 1000,00€ que não tenho. E nem ao raio do selo propriamente dito uma pessoa tem direito.

Depois de tudo isto, só posso concluir uma coisa: Um imposto assim tem mesmo que sê-lo.

   

 

E ainda dura

 

 (5)



Tão poucas coisas fizeram tanto pela (má) música pop como o eco.

 

Da construção de sons

 

 (1)



Tinha a voz embargada por não ter pedido licença para falar.

   

 

Vão passear

 

 (4)


Vários oficiais generais são esperados, esta tarde, no Rossio, em Lisboa, para participar no "passeio" organizado por uma comissão de militares dos três ramos das Forças Armadas, com o objectivo de expressarem o seu descontentamento face à política do Governo e aos cortes orçamentais para o sector. [...] O termo "passeio" foi escolhido para substituir o de "manifestação", de forma a evitar interpretações que apontem para a ilegalidade da iniciativa. (Público)

Esta notícia mostra o estado atroz a que chegaram as nossas Forças Armadas.

Em primeiro lugar, a desorganização. Para uma manifestação (com nome de manifestação) ser autorizada, é necessário solicitar uma autorização ao Governo Civil com 48 horas de antecedência. Ora, este prazo não foi respeitado e a autorização, negada. Apesar de a surpresa ser um ingrediente valioso na estratégia militar, o factor disciplina foi descurado. Se os militares não conseguem organizar uma manifestação, conseguirão gerir pessoas e armamento?

Depois, há a questão da nomenclatura. Como não puderam organizar uma manifiestação, trataram de organizar um «passeio». Imagina-se logo uma cena tenebrosa, com autocarros (com o sistemático dístico de SERVIÇO OCASIONAL) a despejarem militares no Terreiro do Paço para assistirem a uma demonstração de um aspirador que acaba com a raça dos ácaros ou de um colchão com miraculosas propriedades magnéticas. É inaceitável imaginar militares graduados nestas andanças, mas é a isso que eles se prestam.

À parte destas efabulações, o expediente de chamar «passeio» a uma manifestação e depois vir de peito cheio dizer que são os maiores e que não têm medo das consequências e que passeiam as vezes que quiserem, pf... Desculpem lá, mas isto é uma mariquice do pior. Se não tivessem medo das consequências era uma manifestação com as letras todas. Assim, é mesmo só um passeio. E não me parece ser lá grande afronta ao Governo andar a passear. É que se é só um passeio, como alegam, porque é que o anunciam à comunicação social? O que é que eu, um pobre civil, tenho a ver com os passeios que os militares organizam? Se fosse uma orgia também a anunciavam nos jornais?

Esta história do passeio que não é manifestação faz-me lembrar uma cena muita engraçada a que assistia inúmeras vezes na escola primária. Havia um puto rufia que quando lhe apetecia chamava outros de paneleiros. Quando algum dos visados não pretendia levar o desaforo para casa e já trazia inclusivamente o troco preparado no punho fechado, era detido por argumento imbatível: -Hei!, Hei!, Hei!, Hei! Pára aí! Eu só te chamei de pa-ne-lei-ro! Que é um homem que faz panelas. Quem leva no cu é um pan-de-lei-ro! E por incrível que pareça, esta estupidez matava instantaneamente a contenda, para desilusão da assistência.

Depois disto fico curioso em saber os militares irão trocar as tradicionais jantaradas por saraus de leitura.

   

 

Caught a light sneeze

 

 (4)



As punchlines são como espirros. Se não chegam com força e a tempo, fica sempre um saborzinho a fracasso.

   

 

O espaço está cheio de ar

 

 (3)



Há uma criatura no meu local de trabalho que está encarregue, segundo ela, de «optimizar o espaço» onde eu e os meus colegas trabalhamos. Move-se pelo piso com a toada confiante de quem julga que sabe o que está a fazer e confere frequentemente uma planta do nosso piso. Nessa planta, a zona onde estou a trabalhar, actualmente ocupada por secretárias de modesto calibre, é substituída por secretárias de dimensões ainda mais reduzidas. Os ocupantes das mesmas, esses são os mesmos.

Confronto a optimizadora de espaço com as condições patéticas a que já estamos sujeitos: do mobiliário inadequado ao inexistente, passando pelas limitações espaciais que tornam a mínima circulação numa interrupção do trabalho alheio. A criatura conforta-me, explicando a) que o ar condicionado vai ser reforçado para aguentar com a quantidade de pessoas e computadores que se espera virem a ocupar a área em causa e b) que aquela planta representa apenas o cenário de carga máxima, mas que eles sabem que o número de pessoas tenderá a aumentar.

Perante um discurso tão desconexo e disparatado, sou levado a concluir que a mulher é louca e/ou não sabe o que é trabalhar. Nunca se cansou, apesar disso, de repetir vezes sem conta que o trabalho dela era optimizar aquele espaço. Há mesmo conceitos que não cabem nas palavras.

 

Solução

 

 (3)



Portugal deve ser um país centrista. Só assim se explica o vertiginoso fascínio dos portugueses pelos seus próprios umbigos. E para acabar com tal estado de autismo, a solução só pode passar por um Partido Socializante.

   

 

Bolas para a sorte

 

 (1)



Os directos com reportagens inconsequentes são uma tentação incontornável para os responsáveis pelos blocos noticiosos das televisões. E quando há Jackpot do Euromilhões é um fartote dos bons. Nestes dias é quase impossível ver um Telejornal sem apanhar com um directo para um sítio qualquer (da Casa da Sorte no Chiado até ao Mercado de Matosinhos) para ouvir gente qualquer falar de qualquer coisa. Como se o pobre espectador não tivesse já a sua dose suficiente de vulgaridade incluída no seu quotidiano.

Invariavelmente, as perguntas ao povão são sempre as mesmas, sendo a mais frequente saber o que o popular fazia com tanto dinheiro. Excluindo os que não fazem ideia do que fariam, os desprevenidos que ainda tentam responder, basicamente enumeram o que querem fazer mesmo que não ganhem o Euromilhões: Viajar, comprar uma casa melhor e partilhar a fortuna com os filhos. São longos e demorados minutos disto. Penoso e inevitável.

Quanto aos apostadores, já sabemos como são. Há os amadores e os profissionais. Uns sabem que não podem ganhar se não jogarem; outros acham que é uma questão de tempo até ganharem. Uns têm esperança; outros têm fé. Uns têm pena de não ter acertado quando mais ninguém acertou; outros regozijam-se por ir ganhar muito mais dinheiro na semana seguinte.

À parte das posturas face ao jogo, ambas as estirpes de apostadores partilham o mesmo comportamento na hora de registar o seu palpite. Estas hordas fazem fila nas casas de apostas, de uma maneira altamente improvável e que sempre me deixou de boca aberta: apesar de serem dezenas de pessoas à espera (e atenção que não são apenas pessoas à espera - são portugueses à espera), nunca vi a mínima confusão nestes sítios. É uma freguesia calma, ordeira e respeitadora, a que deposita a fé nos números. Se fosse numa repartição de finanças ou à espera de uma mesa num restaurante, em cada dezena dos presentes, um tentaria arranjar maneira de ser atendido antes da sua vez. Já para entregar o boletim do Euromilhões só conseguimos ver multidões imóveis e silenciosas, como fiéis numa igreja (Provavelmente estarão mesmo a rezar, agarradas ao boletim e às notas como se do missal se tratasse). Criaturas que se calhar meia-hora antes quase esmurravam o patrão, estão agora a emprestar canetas a desconhecidos.

E é o que se extrai de tudo isto? Que as pessoas, perante a possibilidade de ganhar uma quantidade estúpida de dinheiro, estão dispostas a pulverizar rios de dinheiro para que tudo fique na mesma e enquanto dura o sonho ficam dóceis e cívicas. Deve ser isto a que chamam a magia dos números.

   

 

Mais dia, menos dia

 

 (0)


Os CTT avisam que a distribuição de cerca de seis milhões de cartas pode ser afectada, na próxima semana, com a greve dos serviços nos principais centros de distribuição do país. (TSF)

Ou seja, o correio poderá chegar atrasado mas desta vez os funcionários dos CTT não estarão a trabalhar.

 

O sonho de qualquer professor

 

 (1)


Mais de duas centenas de alunos do ensino secundário estavam às 11:00 concentrados frente ao Ministério da Educação (Diário Digital)

Naquelas idades é mesmo assim. Um aluno só se concentra fora das aulas.

   

 

Amor ou interesse

 

 (2)


Santana atribui queda do seu Governo a “conjugação de interesses” (Público)

E tem toda a razão. Conjugaram-se os melhores interesses do país. Nem o Euro 2004 juntou tantos portugueses pela mesma causa.
Não dá para perceber é se ele lamenta a conjugação de interesses que havia à volta dele ou falta de interesse que ele tem agora.

   

 

Quando o Google se engana

 

 (6)



Quando o Google se engana, damos com coisas que não nos interessam nada. Já nos aconteceu a todos e aconteceu desde sempre a cerca de metade dos visitantes deste blog, infortunados detectives que decidiram seguir as pistas falaciosas deixadas pelo Google.

O engraçado nisto acaba por nem ser a disparidade entre objecto da busca e o encontrado. A piada está mesmo nas pesquisas. E como eu não sou de guardar esta coisas, cá vai uma pequena relação das últimas pesquisas feitas no Google que acabaram por vir dar aqui.

telemoveis à borla - Há quem pense que o Google diz mesmo tudo.
camões aproveitamentos políticos - Esta pesquisa é incrível. Pelos vistos haverá uma criatura a tentar descobrir os aproveitamentos políticos que estão a ser feitos do Camões. Os barões assinalados eram os de que partido? Será que o Camões só foi um grande poeta porque era cego do olho direito? A sua dedicação na batalha de Ceuta faria parte de uma estratégia mais ampla de guerra contra o terrorismo islâmico? A Leonor não ia segura porque pretendia abortar?
como e a vida em andorra - Tal como em Albufeira. Pubs, cerveja e ingleses.
fabricas de moveis em badajoz - Primeiro os caramelos. Depois as clínicas. Agora os móveis. Badajoz ainda vai ser a capital da Ibéria.
enigmas da humanidade - Internauta esclarecido, este, que precisa de uma pesquisa no Google para descobrir um enigma da humanidade.
pesca imortal (profissão) - Importante para o refinamento da pesquisa, deverá ter sido a indicação clara e explícita de que estamos a falar da pesca imortal - profissão, e não da outra... (???)
ninguém se banha no mesmo rio - Grande título para um filme oriental. Quem quiser que agarre ideia que no imdb não encontrei nada.
o mágico de boss - «Opá, como é que é o nome daquele gajo... O mágico que está sempre de preto?...»
pessoas que fiseram bem ao mundo - Tive curiosidade em ver o que é que o Google respondia a isto. Pode-se ler no pequeno excerto que acompanha o primeiro resultado: esta senhora é filha do maior assassino angolano e bebado, os russos fiseram bem de a cabar com ele. Não admira que o mundo esteja como está.
miudas nuas - Nem inaginam a quantidade de gente que aqui chega à procura de «miudas nuas». E nem imagino a decepção deles...
josé rodrigues santos blogspot - Não é aqui de certeza! (Cruzes canhoto!)
canas de pesca exoticas - Canas de pescas, hm?... Daquelas com livros de instruções e pilhas incluídas? (O adjectivo exótico está hoje em dia irremediavelnente viciado.)
tradução da última entrevista em inglês de cristiano ronaldo para portugês - O rapaz fala inglês?
linguagem sindical - Camaradas, a pesquisa que vos trouxe aqui fui puramente dissimuladora e difamatória! As forças da reacção, em particular esse baluarte do capitalismo e da exploração do proletariado pelas grandes multicionais que é o Gugal atiraram-vos poeira para os olhos! Mas unidos continuaremos a defender os nossos direitos! A luta continua!
quem é o principal responsavel pelo preço do bacalhau? - Honestamente, não sei. Mas acho sempre muita graça a esta malta que fala com o Google e que o tratam como se fosse o espelho da Bruxa Má ou uma bola de cristal.
blogs de bacalhau - Por que raio é que aqui vieram parar? E o que é um blog de bacalhau?
sitio putas em veneza - É bom saber que há quem planeie as férias com a ajuda deste blog.

 

Óptica do utilizador

 

 (0)


A greve na função pública está a registar uma adesão global superior a 80 por cento, de acordo com os dados da Frente Comum, afecta à CGTP. (Público)

O Governo concluiu que a greve de hoje da administração pública foi de 11,74 por cento [...] (Público)

Só sei que 100% do lixo aqui do prédio não foi despejado.

PS - (e não estou a falar dos inquilinos)

 

Monkey business

 

 (0)



No fundo, no fundo, somos todos o Jardim Zoológico uns dos outros.

   

 

A beleza está nos olhos de quem vê

 

 (5)



Serei o único a ver, por detrás desta (pretensamente) inocente geringonça, um bizarro jogo de índole sexual?

   

 

Mania de escrever

 

 (2)



Achava que os silêncios eram tão importantes que escrevia os espaços em maiúsculas.

 

Revisão do ditado

 

 (2)



O toldo é maior do que a sombra das partes.

 

Percepção e recepção

 

 (1)


Portugal é o 26º país menos corrupto, de acordo com o índice de corrupção da instituição Transparency International (Público)

E como?, perguntam vocês. Em 163 países, somos o 26º menos corrupto. É preciso ler a notícia até ao fim para perceber esta lisonjeira classificação.

A classificação da Transparency International assenta num índice compósito que recolhe a opinião de analistas e empresários sobre a percepção da corrupção (ibidem)

Imagino a percepção que alguns empresários não devem ter acerca da corrupção. Obviamente, dirão que é pouca. Pouca demais. Só faltou mesmo recolher a opinião de árbitros, funcionários autárquicos e guardas da GNR. (Talvez para o ano, se pagarmos às pessoas certas).

   

 

5ª Dimensão (no mínimo)

 

 (0)



Supondo que há uma distribuição uniforme dos azares quotidianos por todas as pessoas que têm um quotidiano e tendo em conta que toda a gente (sem excepção) acha que no supermercado tem o azar de calhar na caixa mais demorada, somos obrigados a concluir, via reductio ad absurdum, que as pessoas que vemos nas outras filas ou simplesmente não existem ou não estão em fila nenhuma, encontrando-se por mero acaso de carrinho cheio e em fila indiana.

Julgava eu que esta dedução fosse inbeliscável até que na 4ª-feira me deparei no Pingo Doce com uma criatura que era simultaneamente o foco da lentidão que se fazia sentir na minha fila e uma figura que (quero acreditar) não existia.

Faltavam duas horas para o início do Benfica-Celtic e a tal criatura encontava-se à minha frente na fila do Pingo Doce para pagar a zurrapa mais ordinária que havia naquele supermercado. A garrafa mal tinha rótulo, mas notava-se que era tinto. Menos tinto era o preço da dita, intraduzível pelos infra-vermelhos que bombardeavam a supra-citada sem lhe toparem a pinga.

Se em noite de jogo do Benfica há infra-vermelhos que não reconhecem vinho tinto, alguma coisa está mal. E que estava alguma coisa mal, bem sabiam as funcionárias do Pingo Doce, que de um lado para o outro procuravam sem sucesso nas prateleiras alguma garrafa igual à que, irredutivelmente ilegível, retinha a clientela no sítio do costume.

No meio deste virote, o enólogo, ostentando modos e vestes modestos, empregava um despudoradamente honesto palavreado popular, tanto no léxico como no sotaque, como ficou bem patente na conversação que se desenrolou então na chamada de telemóvel que atendeu naquele momento. Ao mesmo tempo, a funcionária destacada para tentar encontrar o código de barras perdido pergunta à laia de sugestão se «o senhor não quer levar outra». Eu dava-lhe uma e outra ainda, mas o senhor está de gargalo ao telefone, perfeitamente alheado dos olhares homicidas dos clientes que esperam atrás dele.

No meio da confusão, uma cliente com um só artigo tenta passar à minha frente, que também tenho apenas um artigo. Chamo a atenção à empregada que, com um olhar bovino, regista relutante a minha compra. Enquanto pago, vejo jazente a problemática garrafa e ouço o distraído comprador, berrando ao telefone, tentando elevar a voz no meio do murmúrio impaciente da turba enfurecida pela espera: «Queres que tire um frango da arca? E leve para o meu gabinete? Han? Num oiço! Tá aqui muito barulho, é por causa do Benfica... É o Benfica!»

Não. Não pode ser só o Benfica. Tem que ser muito mais do que isso.

   

 

Homem prevenido vale por seis

 

 (3)



A minha seguradora desconfia da minha capacidade de sobrevivência nos próximos 30 anos, pelo menos a avaliar pelo agravamento de 500% no prémio do meu seguro de vida.

Sinto-me dividido. Ora julgo-me dotado de uma natureza quase felina que me granjeia 6 vidas, ora admito a possibilidade de ser um bocadinho zombie apesar de nunca ter tido apetite por mioleiras e quejandos (supondo que a cabeça dos camarões não conta).

Obviamente que há uma razão para este agravamento: sou diabético e as seguradoras não são a Santa Casa. Mas se seguradoras há que já me dão por morto, terei sempre o Estado para me consolar: para ele sou um contribuinte tão saudável como outro qualquer.

 

Albufeira em Lisboa

 

 (8)



Gosto dos irlandeses. São boa gente. Vieram à Luz perder por 3-0, mas nunca deixaram de cantar, estiveram sempre bem dispostos, contribuiram para a solidez das cervejeiras nacionais e se andaram à tareia foi entre eles, o que é sempre um descanso para o espectador menos bélico.

Dentro e fora do campo, os irlandeses fazem a festa e metem-se com toda a gente. Nestes dias somos todos mates. No meio deste mating, um dos celtas passa por mim, aponta para mim e grita divertido Maradona!. Fiquei sem perceber se a motivação teria sido o cabelo ou a barriga.

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