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[Do som mais sujíssimo que anda aí] 
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Autoria
 
    Calvin
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Contribuições
 
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    Homem Estupendo
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    Hobbes
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Time zone

 

 (1)



-Então? Estás careca?
-Sim, sim... E tu... estás mais gordo...?

Reencontrar amigos de infância é uma das melhores maneiras de perceber que as pessoas não resistem tão bem ao passar do tempo como os seus ressentimentos.

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Filmes de sonho

 

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Há filmes cuja única coisa que se me oferece dizer é que alternam momentos que me dão sono com outros em que preferia estar a dormir.

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Nota lírica

 

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Num mundo perfeito, os operários deviam ser os trabalhadores de uma ópera (e a voz do operário seria lírica) e os imigrantes ilegais deviam ir trabalhar para as óperas.

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Aqui quem manda é o senhor da picareta

 

 (1)

Fernando Negrão pede demolição rápida de prédios onde foi filmado "Zona J" (Público)

Acho bem. Eu também não gostei do filme.

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À margem

 

 (2)

"[...] gosto sempre de dar margem de progressão às pessoas e também margem para ‘mistakes’”, afirma. “Afinal, até Deus teve três enganos: pôs chuva a cair no mar, a lua durante o dia e ‘mamas’ no homem!” -Joe Berardo (Diário Económico)

Diria que há aqui um problema de subcontagem.

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O Ilhéu Joe

 

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Metade do país não sabe como pronunciar o nome de Joe Berardo. A minha versão alternativa favorita é sem dúvida Joy Berardo.

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Toy Story

 

 (6)



Os passageiros abandonam a viatura e eu parto na busca de um lugar de estacionamento. Não tenho que esperar muito pelo desejado espaço, pois que mo é imediatamente indicado pelo enérgico esbracejar de um solícito Auxiliar de Acção Rodoviária.

As manobras decorrem em perfeita segurança, coadjuvadas pelo Auxiliar, que transmite as suas indicações através de um eficaz apito. É surpreendente constatar como um apito consegue substituir a voz sem que a conversão implique qualquer perda de informação. O —Pode vir... Pode vir... Pode vir... Chega! é substituído por —Prri... Prri... Prri... PRRIP! Já o —Tá bom! é substituído com manifesto acréscimo de expressividade por um —PRRI! PRRRIIIiiIIIIP! PRRRIIIIP! PRRII!!!

Após tão efusiva e competente intervenção, achei que ele merecia a moeda. Decidido, tirei a carteira do bolso e peguei na primeira moeda que me veio à mão. Dois Euros. Tudo bem que o raio o arrumador até se tinha portado bem, mas dois Euros são quatrocentos paus (e esta é uma das lapalissadas mais poderosas das finanças quotidianas). No entanto, já era tarde para me arrepender. Já era indisfarçável que eu tinha pegado numa moeda e não havia mais nenhuma na carteira, impossibilitando assim a desejada troca.

Tendo a ver estas relações fortuitas entre condutores e arrumadores regidas por um código deontológico algo enviesado, daí não ter optado por não mentir dizendo que não tinha moedas. Isso estava simplesmente fora de questão. Se já tivesse encenado esse número desde o início, era diferente. Mas já tendo dado um passo em falso, não tive alternativa. Disse-lhe que estava com sorte e dei-lhe os dois Euros.

Entregues as alvíssaras, afastámo-nos ambos do carro e em direcções opostas. Como é habitual, não trouxe tudo o que precisava e tive que retroceder, ficando assim ao Gestor de Zona no meu campo de visão. Afastava-se, mas estava a abrandar o passo. Finalmente parou e voltou para trás. —Ó chefe! Chefe! Era mesmo comigo. Os dois Euros eram manifestamente superiores ao valor do serviço prestado e o homem dirigia-se agora a mim para me dar o troco. Amistosamente, indagou:

—Sabe com quem é que é parecido? Com o Toy!
—C... Com o...?
—Com o Toy! Dá-lhe ares, sim!

Fiquei estarrecido. É nisto que dá ser um gajo porreiro. Se de súbito desenhei imagens de inpiração homicida com aquele apito pendente no peito do melómano, sosseguei-me com as melhores intenções da criatura. Não era por mal. Ele só queria agradecer os dois Euros, coitado. Não teve foi jeito para o fazer, mais nada. E em vez de ficar calado, não consegui sublimar a comparação ainda mal digerida senão dando mais conversa ainda.

—Com o Toy... Quando era miúdo chamavam-me Pietra1. Mas Toy, não...
—O Pietra? Tem ali um restaurante na Ajuda! Chama-se o "Pietra"! Tá a ver a [descrição pormenorizada da localização do Restaurante "Pietra", que não é propriedade do Pietra]

E com esta sugestão gastronómica a criatura achou que as energias cósmicas estavam de novo reequilibradas e que as nossas dívidas estavam saldadas e lá me deixou seguir o meu caminho enquanto reflectia na melhor maneira para garantir um stock confortável de moedas de cinquenta cêntimos na carteira.

1 - Minervino José Lopes Pietra, jogador do Sport Lisboa e Benfica de 1976/77 a 1985/86

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Ao serviço do povo

 

 (3)

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, apelou hoje aos lisboetas que usem o seu voto nas eleições intercalares em Lisboa para condenar a política do Governo PS. (Público)

Claro que sim, Jerónimo. Afinal, são as intercalares para a Câmara de Lisboa, que nem é assim uma coisa muito importante. A não ser que haja alguma razão escondida que me leve a escolher um novo Presidente da Câmara, estou plenamente de acordo com esse inovador uso do voto e registo com muito agrado os novos ventos de modernidade e irreverência que sopram dos lados da Soeiro Pereira Gomes. Vamos lá deixar essas tretas de lutas, de liberdades e de valores democráticos; isso são coisas de velhos, já ninguém tem pachorra para isso. Abracemos, isso sim, esta concepção polimórfica do voto e eternizemos para a história Jerónimo de Sousa como o descobridor da Bimby da democracia.

(Já agora, quando é escolhido o Secretário Geral do PCP, vota-se em quê, precisamente?)

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Introspecção

 

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Fernando Negrão favorável a videovigilância em Lisboa (Público)

Também eu. Particularmente no interior da Câmara.

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Desconstrução Civil

 

 (3)


Já devem ter reparado nos inúmeros adultos que observam atentamente o desenrolar de qualquer obra que lhes apareça à frente, sejam as obras do Metro ou do Túnel do Marquês, seja de um novo Centro Comercial ou bloco de apartamentos. Às vezes até fazem furos nas redes para conseguirem ver melhor. Há uma explicação para o voyeurismo apaixonado destes inspectores por carolice. É a Caterpillar.

Os longos minutos de observação são passados a ver a escavadora ou à espera dela. Tudo devido ao desejo inconfessado e mantido desde tenra idade de, nem que seja por uma só vez, conduzir uma escavadora. Qualquer adulto que ainda mantenha uma centelha de infância em si ainda sente a vertigem e o fascínio destruidor daquela manápula mecânica.

Afinal, quem não gostaria de desfazer os calhaus que nos aparecem à frente e alisar o chão?

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Grandes feiras, grandes negócios #5

 

 (2)



Farturas e livros. Nunca percebi esta improvável combinação de sucesso.

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Cheio de embalo

 

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A aquisição pela SporTV dos direitos de transmissão dos Grandes Prémios de Fórmula Um deixou-me desolado. Agora como é que é suposto um gajo dormir a sesta depois do almoço de Domingo sem aquele rrrrRRRRNNHÉÉÉUUMMMmmm... característico?

O sentimento de orfandade é inevitável. Afinal, foram vários anos da minha vida a encontrar no sofá da sala as duas horas do melhor sono que uma tarde de Domingo podia ter.

A largada e as três primeiras voltas ainda me mantinham acordado. Para um miúdo, a expectativa de ver carros pelos ares e condutores irritados a atirarem o volante para o chão era o equivalente a uma bica dupla com dois pacotes de açúcar. Mas uma vez desfeita essa ansiedade, chegavam os sedativos rrrrRRRRNNHÉÉÉUUMMMmmm... rrrrRRRRNNHÉÉÉUUMMMmNNHÉÉÉUUMMMmNNHÉÉÉUUMMMmmm... para finalmente acordar passado duas horas e ver os vencedores no pódio no seu banho de champanhe.

Se a função da RTP é prestar serviço público, que nos devolva a Fórmula Um nos Domingos à tarde. Ou os Patinhos. Não aceitamos menos do que isso. Filmes bíblicos também são bem-vindos. Ou documentários sobre... ... Sobre a vida selvagemnnzzzz...

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Anjo descaído

 

 (1)



A vida política pode desiquilibrar uma pessoa. Veja-se o caso de Luís Nobre Guedes. Será que o facto de não ter sido escolhido para liderar a lista para as Intercalares para a Câmara de Lisboa foi responsável por este ar combalido?



Note-se que é uma inclinação de 13º para a esquerda. O que com certeza que lhe fará bem. Mas conseguirá o organismo aguentar?

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Scrabbling

 

 (8)

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Separados à nascença #2

 

 (3)



António Costa
La Gioconda

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Eles levam tudo

 

 (1)



Esta imagem é um autocolante do STEC - Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD. Pelos vistos, o STEC sente-se repugnado com os directores que não premiaram o desempenho dos trabalhadores com avaliação D e E. E até sobrou dinheiro para os desgraçados, mas a ladroagem, nada. Nem um cêntimo.

Ora é claro que eu estou a assumir que as avaliações na CGD vão de A a E e que um C equivale a um Médio, um D a um Mau e um E a um Muito Mau. E é claro que há um cenário em que a reivindicação do STEC não parece ser fruto da ingestão desgovernada de absinto. Basta que na verdade as classificações de A a E sejam 5 graus de boas avaliações, havendo mais 5 para avaliações médias e ainda outros 5 para más avaliações e que o processo de avaliações seja uma partida de Scrabble.

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Paz, malta

 

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Ontem, no debate mensal da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, quando confrontado com a existência ou não de estudos que comparem a Ota com as duas localizações alternativas mais faladas, respondeu com um devia-ter-feito-essas-perguntas-na-legislatura-anterior. Tanta coisa para dizer não.

Hoje, a propósito dos 700 milhões de euros de despesas públicas irregulares detectados pelo Tribunal de Contas, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, confortou-nos explicando que irregularidades não são ilegalidades e que 700 milhões são apenas 1% da despesa pública.

Também hoje, o Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, ao lhe ser perguntado se tinha conhecimento do despedimento anunciado de 170 trabalhadores na Kemet, em Évora, respondeu aos jornalistas que, como deveriam compreender, hoje era o Dia da Criança e que ele estava ali para falar de energia.

Servem estes três episódios para justificar a classificação de Portugal referida nesta notícia, que surge, a par do Canadá, como o 8º país mais pacífico do mundo.

É isso. Somos pacíficos. Bananas são os outros.

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