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![]() Já não é novidade para ninguém que, numa sala de espera de uma unidade de cuidados de saúde, seja um hospital, um centro de saúde ou um consultório particular, os utentes mais velhos se degladiem competindo pelo troféu do mais desgraçado por via das doenças de que padece. São horas infindáveis em que, sem o mais ligeiro rubor, se exibem despudoradamente sintomas, doenças, diagnósticos, mazelas, análises, opiniões e por vezes até algumas partes do corpo. Com a quantidade de tão nefastas maleitas que são referidas, dizer que os idosos conversam para matar o tempo é mais do que correcto. Pelo menos chega para deixar mal dispostos os ouvintes presentes na área circundante. Sou da opinião que em vez de tentarmos anular estas contendas, devíamos antes acarinhar esta prática e criar condições para o seu desenrolar. Parece-me óbvio que somos mesmo muito bons nesta modalidade, tão bons que seria pertinente tornar estes confrontos num desporto. É claro que nos moldes actuais não se trata de actividade muito atractiva para as televisões e outros media, pelo que algumas pequenas adaptações seriam necessárias para chegarmos ao poker das doenças: o confronto habitual entre a quantidade de moléstias dos utentes mas regido pelas regras do poker. Dispensava-se a formação de uma Federação, uma vez que já temos o Sistema Nacional de Saúde. Os torneios decorreriam na maioria dos casos nas salas de espera dos Centros de Saúde, se bem que qualquer sala de espera do SNS tenha as condições necessárias para o efeito. Imaginem a emoção que seriam estes encontros: -Pago para ver essa análises... E subo o nível de triglicéridos. -Só podes estar a fazer bluff... Se tivesses um colesterol tão alto não estavas vivo... -Hmm... Dá-me mais dois pensos... -Pareces-me nervoso... -Não... É só Alzheimer. -Vê lá se tens alguma coisa que chegue para este trio de Maxilases... -Ora quem é que vence esta sequência de paracetamóis? As fichas de jogo seriam posteriormente trocadas junto dos médicos assistentes por cheques-cirurgia. Tornavam-se as salas de espera em locais divertidos e diminuiam-se as filas da espera da saúde. Estamos à espera de quê para fazer isto?
[ ]: Muito bom, reineta! Destaco pequenas pérolas como "por via das doenças", só ultrapassável com um mui clássico "derivado às doenças". Penso mesmo que te bateste a ti mesmo, ao utilizares, no mesmíssimo texto, vários trunfos co calibre de "acarinhar esta prática e criar condições para o seu desenrolar prática" (fabuloso, enigmático), "boms"(um piqueno bombom, por supuesto), "actractiva" (bardamerda mais o acordo ortográfico, também acho!). E a pièce de resistence: os fabulosos "torneiros", que decorreriam nas coiso e tais! E que emoção que esses torneiros causariam, não há dúvida. Ainda mais se levassem suas esposas, as torneiras.
Perscrutando por detrás de toda esta hieroglífica prosa, deliciamo-nos com o humor a q tantas vezes nos habituamos, donde destaco o bluff colesteroleico ou "Pareces-me nervoso...-Não... É só Alzheimer." E tu? Esqueceste-te de tomar as gotas? :DDD
[ Calvin]: Starking... Nada a dizer, estava de facto imprestável! :OD Corrigi essa tralha toda e ainda mais um erro que não detectaste! :OD Enfim, deve ser algum défice de mielina. :O) E como óbvio, tens carta branca por estas bandas. :O)
[ ]: Golden, há dias em que o bicho nos corrói até mais não. "Tornavam-se as salas de espera(..)" parece sugerir qq coisa, mas o artista finta-nos a espera com o decorrer inesperdao da frase, ao pontuar ippon com "(...) e diminuiam-se as filas da espera da saúde." Ok, Dan Brown, can you stop this suspense and get the hell down to it pronto? :p
Pró Natal De presente Eu quero que seja Sargenor 5 Sargenos 5 Na na na na na na
[ Calvin]: ((( suspiro )))
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Que dizer, Golden? Lembro aqui Marco Borges, esse colosso do nosso espaço televisivo: Pode ser que seja do cansaço... Pode ser... << [Principal] |
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