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[Do som mais sujíssimo que anda aí] 
>Three-Way 
>Magnetic Fields
 

Autoria
 
    Calvin
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Contribuições
 
    Astronauta Spiff
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    Homem Estupendo
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    Hobbes
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«Touradas só na cama!»

 

 (3)

Três dezenas de organizações internacionais anti-touradas vão juntar-se esta quinta-feira frente à Praça de Touros do Campo Pequeno, no dia em que se celebra o primeiro aniversário da reabertura desta arena, apelando a um mundo livre de touradas. (SIC)

As organizações lá estiveram, como também lá esteve a afición. (E eu lá andei pelo meio, a tirar fotografias. Se alguma ficar mais ou menos, logo vo-la mostrarei.)

Descobri algumas coisas interessantes enquanto me passeava entre as duas multidões.

Uma (que salta à vista) é que esta gente toda nunca se vai entender. Hão-de fazer-se mil manifestações e nenhuma das partes vai compreender o que a outra está ali a fazer ou como foi ali parar. Esta clivagem é tão crítica como se torna difícil convencer alguém a pensar realmente no que está a fazer e para o que está a contribuir ao chamar-lhe merda humana (por muito adequada que seja a alegação).

Outra coisa engraçada é o preço dos bilhetes. O mais barato custava 22,50€. O mais caro 75,00€. Os lugares mais caros eram os mais próximos da barreira, onde se tem uma pobre perspectiva da lide e da arena mas onde a visão e o cheiro do sangue são mais intensos. Lugares ricos em ferro.

Sou Ribatejano e como tal, fui ensinado a gostar de touradas e gosto de facto de ver touradas. Felizmente, também tive sorte de ser ensinado a pensar. Não posso deixar de gostar de touradas, mas é-me inevitável acreditar que elas devem acabar.

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Ler o futuro nos cartões

 

 (5)



Andava eu a vasculhar o baú de infância e dei de caras com o Monopólio, instrumento lúdico e educativo como não havia igual. Com ele, as crianças preparavam-se para a vida real. Aprendiam a negociar e a maximizar o seu lucro. Percebiam que acumular a posição de jogador com a de banqueiro era extremamente proveitoso, caso a sua estratégia não enjeitasse a trafulhice. Tudo isto contribuindo para atingir o glorioso objectivo final - levar à ruína os adversários. Não admira que continue a ser um jogo saudosamente popular entre os adultos.

Hoje em dia não sei, mas na altura em que eu jogava Monopólio toda um variadíssimo leque de aspectos da vida adulta eram apresentados aos jovens jogadores através dos cartões da Sorte e da Caixa da Comunidade. Sem se aperceberem, as crianças eram apresentadas ao futuro que as aguardava. Graças àqueles pequenos cartões, as crianças aprendiam a desempenhar os muitos papéis que a vida de adulto lhes exigiria. Por exemplo, o papel de típico condutor português:



O jovem gestor aprendia que a velocidade e a embriaguez são coisas más ao volante, ainda que não seja possível escapar-lhes. Outro aprendizagem era descobrir que há despesas incontornáveis:






Note-se a graça de ter que pagar a conta do médico. No universo do Monopólio é impensável ir ao médico da Caixa.

Mas nem tudo é mau. Para fazer frente a todas estas adversidades, podemos sempre optar pela carreira da agiotagem:



Era também feita a antevisão de outro momento de regozijo à volta das finanças pessoais - o reembolso do IRS:



Não são esquecidos outros tipos de actividades que podem gerar riqueza considerável:



Importa reter dois detalhes acerca deste cartão, ambos relacionados com a relativização.
Em primeiro lugar, notem que se trata do segundo prémio e não do primeiro. Faz todo o sentido. Há que incutir algum sentido de humildade na criançada e é necessário mostrar-lhes que aquela tia que nos esborracha enquanto dá beijos húmidos não está a ser inteiramente objectiva quando diz que somos a coisinha mais linda do mundo.
O segundo aspecto a considerar é o valor do prémio. Maior do que os juros do empréstimo a 7% e o reembolso do IRS juntos. O Monopólio a apontar as direcções para a riqueza futura.

O cartão seguinte estava para o Monopólio como o Joker estava para o Poker. Era meio jogo ganho. Na verdade não era bem assim mas havia uma aura mística à sua volta que o tornava extremamente cobiçado. Mal sabíamos nós na altura o quão adequado e realista era o poder deste cartão.



Livres da prisão, independentemente de já lá estarmos ou não. As crianças travam conhecimento com o conceito do indulto impessoal e diferido. O que é que passará pela cabeça de uma criança que subitamente percebe que não irá parar à prisão porque tem maneira de se safar? Ou que pode safar alguém da prisão (vendendo o cartão, como está explicitamente indicado). Dificilmente se encontra um jogo mais fiel à realidade do que o Monopólio e quase somos capazes de apostar que o seu inventor foi português. Não fosse pelo cartão seguinte.


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Primeiro exemplar

 

 (5)

Curriculum de Sócrates já incluía licenciatura em Engenharia antes do curso na Independente (Público)

Em abono do nosso Primeiro-Ministro há uma coisa que me parece ser cada vez mais evidente. José Sócrates nunca deve ter copiado num exame.

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Leve carga

 

 (0)

Ministra da Educação quer mais autoridade para professores e conselhos executivos (Público)

Só vai valer a pena se puderem castigar, além dos alunos, aqueles que são referidos por essa designação hoje tão curiosa quanto desajustada, os encarregados de educação.

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